ROVERANDOM – J. R. R. TOLKIEN

“Agora saia voando e divirta-se! Não perturbe os raios de luar, e não mate meus coelhos brancos! E volte para casa quando tiver fome.”


•SINOPSE•

Em 1925, durante as férias, o pequeno Michael Tolkien perdeu, na praia, um cãozinho de brinquedo que ele adorava.

Para consolá-lo, o pai, J. R. R. Tolkien, inventou uma história sobre um cachorro de verdade que é transformado em brinquedo por um mago e enviado por um ‘feiticeiro-da-areia’ à Lua e ao fundo do mar.

Mais de 70 anos depois, as aventuras do cachorro Rover, também conhecido pelo nome de ‘Roverandom’, foram publicadas.

 


Roverandom é um livro divertido, com uma história inteligente, não é tão humorada como Mestre Gil de Ham, e para um livro considerado infantil, uma vez que ela foi escrita para seu filho Michael, quando perdeu seu cachorrinho de brinquedo que tanto gostava, contém algumas palavras um pouco mais rebuscadas e que nas próprias palavras de Tolkien, “um bom vocabulário, não se adquire com a leitura de livros escritos em conformidade com alguma ideia do que seja o vocabulário da faixa etária do leitor, mas de leituras acima da sua capacidade”.

Também é uma historia curta, apesar de um pouco maior que Mestre Gil de Ham, mas cheia de aventuras e confusões, Tolkien consegue prender sua atenção a cada página e você fica querendo saber o que vai acontecer com Rover e se ele vai conseguir voltar á sua vida normal.

– Os sonhos se realizam? – perguntou ele.
– Alguns dos meus, sim – disse o velho. – Alguns mas não todos. E é raro que algum se realize direto ou exatamente igual ao que era em sonho.

O livro traz a história de Rover, um cachorro que após rasgar a calça de um velho mago mal humorado com uma mordida, acaba sendo transformado em um cãozinho de brinquedo, que só conseguia andar ou mover o rabo durante à noite. O mago então o deixa em uma loja de brinquedos. A mãe de uma criança o compra para seu filho e ao chegar na casa do menino, Rover tenta desesperadamente fugir, mas isso se torna praticamente impossível. Quando num dia de sol, em um dos frequentes passeios do menino com seu irmão à praia, Rover é levado em seu bolso, aproveitando então a oportunidade, consegue ao se remexer, cair do bolso do menino. Na praia conheceu outro mago, Psamatos Psamatides, que compreendendo a situação de Rover, tenta ajudá-lo. Assim, ao libertar Rover de sua posição imóvel, mas sem devolver o seu tamanho real, pois não o podia fazê-lo, somente Artaxerxes (o mago mal humorado, que o transformou em brinquedo), o poderia, então a fim de esperar que o mago se acalmasse da raiva que sentia de Rover, Psamatos o envia à Lua, onde o cãozinho recebe o nome de Roverandom, pois o Homem-da-Lua já tinha um cão chamado Rover, é então que começam todas as suas aventuras…

“Enquanto seguiam no alto acima do cintilar de prata sobre o mar, a lua subiu cada vez mais e foi ficando cada vez mais branca e mais brilhante até que estrela nenhuma tivesse coragem de ficar perto dela, e ela foi deixada ali sozinha no lado leste do céu.”

É interessante como Tolkien consegue pegar uma ideia, várias referências, mesclar um pouco do mundo real, com seres de outras mitologias e a sua própria e tudo se encaixar de uma forma própria e única.

Contém também, uma apresentação explicando um pouco sobre a história por traz de Roverandom, e ilustrações feitas pelo próprio Tolkien para o livro, no final ainda tem umas notas com informações de referências, expressões e acontecimentos da época que foram usadas no livro.


Livro: Roverandom

Autor: J. R. R. Tolkien

Editora: Martins Fontes

Páginas: 160

Nota: 4/5


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