GAME OF THRONES: 8ª TEMPORADA, EPISÓDIO 1 – WINTERFELL

“Eu queria aqueles elefantes”

Após um intervalo de quase 2 anos o inverno finalmente chegou. A 8ª e última temporada de Game of Thrones estreou nesse domingo dia 14 e, para mim foi o episódio dos reencontros. Seguindo a tradição de GOT quanto aos seus episódios iniciais (tirando claro, o da primeira temporada), foi uma estreia um pouco morna, sem muitas surpresas, mas amarrando algumas pontas da temporada passada, e lembrando-se de referências do início da série.

Quem esperava já um combate logo de cara, teve que se contentar com diálogos intensos e reencontros, muitos reencontros, além de um clima desconfortável, tenso e pesado entre os Sansa, Daenerys e os nortenhos.

E é incrível que com um pouco mais de 55 minutos de duração, GOT nos deixa tão envolvidos que pisquei e o episódio acabou. Foi também um episódio decepcionante por causa dos Elefantes, rsrsrs.


À partir daqui, spoilers.


Começando pela abertura que continuou com sua trilha original, mas contou com algumas mudanças: a Muralha agora é mostrada destruída. Westeros está sendo coberta pela neve à medida que os caminhantes brancos avançam, é possível vê-los se aproximando através dos ladrilhos que vão congelando em direção da “última Lareira” (Casa Umber). É mostrado as criptas dos Starks e nos corredores da Fortaleza Vermelha de Porto Real, se pode perceber a imagem de um dragão sob a mira de uma… balista? Criada por Qyburn. Temos também o trono de ferro com o símbolo dos Lannister no vitral acima dele.

Intitulado de “Winterfell”, o episódio se passou praticamente todo no Norte, mais especificamente na casa dos Starks. O “Rei do Norte” voltou e não foi recebido muito calorosamente, os nortenhos não gostaram de vê-lo acompanhado pela “mãe de dragões”, principalmente porque ele anunciou que Daenerys era agora sua rainha, ou seja, ele abdicara da coroa. Houve um grande enfoque nesse mal-estar causado por essa aliança, não apenas estratégica, mas também romântica como Sansa chega a questionar a Jon.

“Você dobrou o joelho para salvar o Norte, ou por amor a ela?”

Sobre os reencontros: Arya reviu Gendry nas fornalhas e os dois se elogiaram e ficaram de sorrisinhos (teremos um romance aí? Ou melhor, haveria tempo para isso?). Mas antes disso ela encontrou com o cão de caça. E o que dizer do encontro emocionante entre ela e Jon? Os dois não se viam, se não me engano, desde a primeira temporada e sempre foram muito próximos um do outro.

“- Como chegou sem eu perceber?

– Como sobreviveu a uma facada no coração?

– Não sobrevivi.”

Jon se reencontrou com seu irmão Bran e com seu amigo Sam.

Sansa se reencontrou com Tyrion, seu marido ou ex-marido (não sei se esse casório ainda é válido) e foi um encontro interessante, os dois tiveram um diálogo forte. Tyrion percebe o amadurecimento de Sansa e a lembra que todos que a menosprezaram estão mortos enquanto ela sobreviveu.

“já achei você o homem mais inteligente de todos”

Na última cena Jaime que foi a Winterfell, para honrar sua promessa deu de cara com Bran (lembrando que foi Jaime quem aleijou Bran, o jogando de uma janela na primeira temporada).

Falando de Khaleesi, nascida da tormenta, a não queimada… e por aí vai, ela teve uma cena tensa com Sam ao ir agradecê-lo por salvar a vida de Jorah do Escamagris, pois acabou fazendo uma terrível revelação a ele. Ela havia queimado vivos seu pai e irmão ao se oporem ao seu reinado. A reação de Sam é tocante (lembrando o fato de que nem seu pai nem seu irmão se importavam com ele) e, imbuído com um espírito de raiva, foi atrás de Jon nas criptas dos Starks. Sam diz a ele que se ele fosse rei nunca teria feito o mesmo, então ao lado da estátua de Ned Starks disse a Jon que ele não é um bastardo, pois é filho da irmã de Ned, Lyanna Stark e Rhaegar Targaryen, e que seu nome é na realidade Aegon Targaryen e, portanto o legítimo herdeiro do Trono de Ferro.

“Sua mãe era Lyanna Stark. E seu pai, seu verdadeiro pai, era Rhaegar Targaryen. Você nunca foi bastardo. Você é Aegon Targaryen, o verdadeiro herdeiro do trono.”

Longe de Winterfell, no Sul, em Porto Real, Theon cumpriu a promessa de libertar Yara (com muita facilidade até, o que acabou diminuindo o peso do resgate) e decidiu voltar ao Norte para ajudar na guerra.

“- O que está morto não pode morrer”

– Mate aqueles miseráveis mesmo assim”

20 mil soldados mercenários da Companhia Dourada chegam a Porto Real e, Haha, não há elefantes entre o exército, o que deixa Cersei decepcionada.

“- …E elefantes?

– Nenhum elefante, Majestade.

– Que decepção…”

A rainha ordena a Qyburn que mande Bronn matar Tyrion e Jaime por traição, caso sobrevivam após a guerra no Norte, pagando muito ouro, e ironicamente dá a ele a mesma besta utilizada que Tyrion usou para matar seu pai Tywin.

“Que família desgraçada”

Acho que as duas melhores cenas do episódio (ao menos para mim) aconteceram longe de Winterfell e de Porto Real, e se deu uma após a outra. Na primeira, quando Beric se depara com Tormund, dizendo que ele tem olhos azuis e Tormund grita que sempre os teve (kkkk, sério, essa cena é hilária) e foi meio que um alívio cômico antes da cena macabra que viria a seguir…  ao prosseguir procurando vestígios dos caminhantes brancos, eles encontram o corpo morto do garoto Umber (acho que ele era o líder do clã e que havia participado da reunião em Winterfell), pregado na parede rodeado de membros humanos decepados, quando repentinamente volta à vida com um grito apavorante e de congelar os ossos. Ele é logo queimado pela espada de fogo de Beric, fazendo símbolo macabro de chamas (bizarro).

“- Para trás! Ele tem olhos azuis!

– Eu sempre tive olhos azuis!”

E o que isso significa? Que logo, logo, o Rei da Noite com seu exército de Caminhantes Brancos estarão em Winterfell.

Então, que venha o segundo episódio…

 

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