GAME OF THRONES: 8ª TEMPORADA, EPISÓDIO 2 – UM CAVALEIRO DOS SETE REINOS

“Eles estão vindo […], mas eles são muito numerosos. Numerosos demais. Nosso inimigo não se cansa. Ele não para. Ele não sente…”

Se como eu havia dito, o primeiro episódio foi marcado por reencontros, este foi marcado pelas despedidas, ou para ser mais específico, pela iminência da morte.

Intitulado de “Um Cavaleiro dos Sete Reinos” (A Knight of the Seven Kingdoms), o segundo episódio de Game of Thrones ainda não teve cena de ação, e só meu deu uma certeza, a de que muitos personagens que gostamos irá morrer no terceiro episódio, (onde se é esperada a maior batalha da série até agora), foi um episódio onde eu pude sentir que os personagens pareciam refletir o que haviam feito de suas vidas até então, o clima dos reencontros deu lugar, desta vez, à amargura inevitável da despedida com a proximidade da morte iminente.

O episódio começa com Jaime, sendo julgado em meio ao salão de Winterfell. Daenerys relembra as histórias que seu irmão contava sobre o homem que assassinou seu pai e o que fariam com esse homem quando o capturassem. (Jaime era da Guarda Real do Rei louco, mas o matou cortando seu pescoço).

Ao ser perguntado sobre o exército que iria trazer com ele, Jaime informou que sua irmã mentiu, mas que honrando sua promessa se apresentou para lutar pelo Norte.

Sansa também lembrou que Jaime atacou seu pai nas ruas de Porto Real e quis destruir sua família. Ele, porém, disse que faria tudo de novo, mas acrescentou que estavam em guerra.

“As coisas que fazemos por amor”.

Brienne, intercedendo a seu favor, disse à Sansa que ele perdeu a mão ao protegê-la de ser estuprada, e que foi enviada por ele para encontrá-la, como parte da promessa que havia feito à sua mãe Catelyn. Em respeito a Brienne, Sansa com o consentimento de Jon o libera de ser executado ou preso e ganha autorização para continuar na cidade. Quem não gostou muito foi Daenerys, que acabou descontando sua raiva em Tyrion, por ele ter se deixado enganar por Cersei e suas promessas vazias.

“-Você é um traidor ou um tolo!

-Eu fui tolo.

-Não é a primeira vez”!

Arya vai atrás de Gendry para saber se já havia feito sua arma, ele diz que ela deveria ficar na cripta a salvo, Arya então pergunta como são os mortos e ele diz que são a morte, ela sorri e diz que está ansiosa para conhece-los e diz para ele terminar sua arma.

“Eu conheço a morte, ela tem muitas faces. Estou ansiosa para conhecer esta.”

Jaime encontra Bran no bosque sagrado, e arrependido, se desculpa com o garoto. A conversa entre os dois é amistosa e, como esperado, Bran não o culpa, ele fala que não e mais aquela pessoa e Bran diz que ainda seria se não o tivesse empurrado da janela, e que ele ainda seria Brandon Stark. Mas que agora, ele é outra coisa.

Jaime ainda pergunta por que Bran não contou sobre o que ele havia feito.

– Você não poderia nos ajudar a lutar, se eu deixasse que matassem você. Respondeu simplesmente.

– E depois? – indagou Jaime.

– Como você sabe que haverá um depois?

Após conversar com Sor Jorah, Daenerys resolve dar outra chance a Tyrion.

“- Está me aconselhando a perdoar o homem que roubou seu cargo?

– Estou.”

Sor Jorah também diz que ela deve tentar se aproximar de Sansa, então Daenerys vai ao encontro da lady de Winterfell. A conversa parece amenizar o clima de tensão entre as duas, Dani diz que têm as duas tem muito em comum, sobre o fato de como é liderar pessoas que não estão propensas a aceitar a liderança de uma mulher. Sansa porem diz que Jon a ama e teme essa relação, pois “homens fazem tolices por mulheres, são fáceis de manipular”. A rainha disse que a vida inteira só teve um objetivo: O Trono de Ferro, e que sua guerra era contra aqueles que destruíram sua família, então assegurou que também o ama, por isso estava ali lutando a guerra do Jon, ao lado dele.

Sansa admitiu em seguida que deveria ter agradecido a ajuda de Dany no momento que ela havia chegado, mas a tensão retorna, quando Sansa deixa claro que sua lealdade com o Norte é maior do que tudo. Quando ela questionou a independência do Norte, a preocupação no rosto de Dani fica evidente. Mas ela não respondeu. A conversa é interrompida pela chegada de Theon.

“-E depois? perguntou Sansa.

-Eu tomo o trono de ferro”, respondeu Daenerys.

-Mas e o Norte? Ele foi tomado de nós, nós o tomamos de volta e juramos que nunca mais nos curvaríamos a ninguém.

E o Norte?”

Theon e Sansa trocam olhares, ele diz que voltou a Winterfell para lutar por Sansa e ela corre aos seus braços desabando em lágrimas (outro possível casal?)

Na espera da chegada do exército dos mortos, o povo de Winterfell se prepara para lutar. Mulheres e crianças são orientadas a se protegerem nas criptas. As trombetas soam, e Tormund, Edd, Beric e os últimos membros da Patrulha da Noite chegam a Winterfell com a notícia de que O Rei da Noite e seu exército ultrapassaram A Muralha e devem alcançar Winterfell até o raiar do sol do dia seguinte.

Vemos então o conselho de guerra traçando estratégias para derrotar o os caminhantes brancos. Jon então diz que a forma mais rápida seria matar o Rei da Noite, já que ele criou todos os outros, e talvez isso provoque a queda do exército dos mortos.

Bran então, revela o que o Rei da Noite foi atrás dele, por ele ser o Corvo de Três Olhos, e que ele quer apagar a memória do mundo, e o corvo de três olhos é a memória do mundo, então se ofereceu de isca, já que foi marcado por ele, ou seja, ele sempre sabe onde Bran está.

Theon então diz que protegerá Bran junto com os homens de ferro.

“Nós todos vamos morrer, mas pelo menos vamos morrer juntos”

Tyrion e Jaime, estão conversando em volta de uma lareira falando que adoraria ver a cara do pai deles, ao saber os filhos podem morrer defendendo Winterfell, em um diálogo cheio de ironias entre os dois. Percebem como tudo era relativamente simples no passado, mas que evoluíram e como isso se tornaram mais responsáveis, “Os perigos da evolução pessoal” indaga Tyrion. Então Brienne e Podrick chegam, logo depois Sor Davos e Tormund (que acabou se tornando o alivio cômico da série, melhor personagem, rsrsrs), ao comentar com Jaime que o chamam de regicida, ele diz que é conhecido como o terror dos gigantes, ao contar uma história engraçada de quando matou um gigante quando tinha 10 anos e logo depois disso foi pra cama com a mulher dele (do gigante), e que ao acordar foi amamentado nas tetas dela durante 3 meses (rsrsrs, hilário)…

“Foi assim que fiquei tão forte, leite de giganta”.

Gendry encontra Arya que está praticando arco e flecha e lhe entrega a arma que ela pediu, a garota descobre que Gendry é o bastardo do Rei Robert Baratheon. Então pergunta se ele já dormiu alguma vez com uma mulher, ele responde que sim, então inesperadamente ela diz que acha que irá morrer em breve, então resolveu ter sua primeira vez com ele. (Arya, sem dúvidas é uma das melhores personagens, acredito que ela terá um papel essencial na série ou na batalha).

“Acho que vamos morrer em breve. Quero saber como é antes de isso acontecer.

Voltando à lareira, Tyrion diz que é curioso que quase todos ali já lutaram contra os Starks em algum momento, e hoje estão ali para defendê-los. Quando Tyrion chama Brienne de Sor, logo depois se desculpa chamando-a de Lady. Tormund então pergunta se ela não é cavaleiro, ela então responde que por tradição mulheres não podem ser. Jaime então, em um momento de respeito e reconhecimento de sua honra, coragem e lealdade, diz que qualquer cavaleiro pode sagrar outro, é quando acontece um dos melhores momentos do episódio, o mais emocionante, e uma das cenas mais bonitas, a consagra cavaleiro dos sete reinos (daí vem o nome do episódio).

O gesto faz Brienne sorrir de verdade um sorrisão que não me lembro ter visto nela uma vez sequer nesse seriado.

“Em nome do guerreiro, ordeno que tenha coragem. Em nome do pai, ordeno que seja justa. Em nome da mãe, ordeno que proteja os inocentes. Levante-se Brienne de Tarth, cavaleira dos sete reinos”.

Logo depois vemos Lyanna Mormont, discutindo com Sor Jorah dizendo que jurou lutar pelo Norte e que irá honrar isso e não se esconderá na cripta como uma criança indefesa (eita menina arretada essa, mais macho que muito homem). Então chega Sam e lhe entrega a espada de sua família “veneno do coração” e diz que seria uma honra se ele a usasse, Sor Jorah, claramente emocionado a aceita.

Novamente na lareira Podrick começa a cantar, enquanto a câmera passeia por Winterfell, vemos Theon e Sansa que estão se olhando e sorrindo, Arya e Gendry deitados, Verme Cinzento e Missandei que se beijam, Sor Jorah e o exército.

Essa cena de Podrick me lembrou Thorin Escudo de carvalho cantando a canção dos anãos na casa de Bilbo em O Hobbit e foi bem bonito.

Nas Criptas de Winterfell Jon percebe que chegou a hora de contar a verdade para Daenerys. Em frente à estátua de Lyanna Stark, ele enfim revela que ele é um Targaryen. Ela teima em não acreditar e sua reação mostra que ela fica visivelmente desestabilizada, pois se for verdade, ela diz que ele seria o último herdeiro vivo da Casa Targaryen, e sendo assim, teria direito ao Trono de Ferro. Mas a conversa teve que ser adiada, a trombeta soa, informando que os mortos chegaram.

“Meu nome, meu nome verdadeiro é Aegon Targaryen”.

O episodio acaba com os caminhantes brancos em seus cadavéricos cavalos e Winterfell ao fundo, aguenta coração…

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