GAME OF THRONES: 8ª TEMPORADA, EPISÓDIO 6 (FINAL) – O TRONO DE FERRO

“Fique comigo. Construa o mundo novo comigo.  Este é o nosso propósito. É assim desde o começo, desde que você era um garotinho com nome de bastardo, e eu uma garotinha que não sabia contar até 20. Vamos fazer isso juntos. Vamos quebrar a roda juntos”.

A batalha pelo Trono de Ferro chegou ao fim! Uma das maiores séries da tv (pelo menos na maior parte do tempo), teve seu encerramento após 8 anos, e foi… DECEPCIONANTE!!!

Com um roteiro fraquíssimo e um final que ofende a inteligência de quem acompanhou GOT por tantos anos, o último episódio intitulado “O Trono de Ferro” (The Iron Throne), teve uns poucos momentos excepcionais e muitos outros bizarros, para não dizer outra coisa. Bom, mas não escreverei nada agora sobre o que achei, isso ficará para o final deste post, por enquanto fiquem com o que aconteceu…

Após o ataque, Tyrion caminha desolado por uma Porto Real arruinada, o que a princípio parece neve caindo na verdade são cinzas. Há cinzas e cadáveres carbonizados por todos os lados e o único som que se ouve são seus passos e o fogo crepitando. Jon e Sor Davos estão alguns passos atrás. Tyrion diz que quer seguir sozinho e que depois se encontrará com eles, então se distancia dos dois.

Verme Cinzento condena alguns poucos soldados ajoelhados à morte, Jon que está passando nesse momento diz a Verme Cinzento que já acabou e que são prisioneiros. “Só acaba com os inimigos da rainha derrotados”, responde para Jon. “Estão ajoelhados”, Jon indaga. “Estão respirando”, volta a responder Verme Cinzento, que ainda diz que obedece às ordens da rainha, então Jon pergunta quais seriam essas ordens. “Matar todos que seguem Cersei Lannister”, diz. Quando Verme Cinzento retira a adaga e vai em direção a um dos prisioneiros, Jon segura seu braço o impedindo. Os Imaculados então apontam suas armas para Jon e os nortenhos, fazem o mesmo contra os Imaculados, então Sor Davos desesperado pede calma a todos e diz a Jon que eles devem falar com a rainha, então Jon vai embora e vemos Verme Cinzento cortar o pescoço dos soldados capturados.

“Em nome da verdadeira Rainha, Daenerys Targaryen, sentencio vocês à morte.”

Vemos que Tyrion se dirigiu para o que restou da Fortaleza Vermelha, seguindo para o subsolo e com um olhar de pura tristeza, ao chegar la embaixo, vê a mão metálica dourada de Jaime em meio aos escombros, nesse momento acontece uma das cenas mais emocionantes e triste do episódio, com lagrimas nos olhos ele começa a retirar as pedras e se depara com os corpos dos irmãos mortos, abraçados, sob os escombros, então chora copiosamente.

Arya caminha pelos corpos queimados de porto real quando vê Jon caminhando por entre os sempre barulhentos Dothraki que estão festejando e centenas de imaculados, sempre organizados. Vemos uma bandeira Targaryen gigante pendurada no prédio meio destruido. Jon está subindo as escadas e verme cinzento aparece no topo olhando com raiva para Jon que também o encara. Drogon chega e quando Jon termina de subir, temos uma das cenas mais belas do episódio: Daenerys aparece toda de preto com Drogon abrindo suas asas dando um efeito visual que na verdade é Daenerys quem as possuía, uma bela cena visual.

Daenerys olha em volta apreciando por um momento sua vitória. “Sangue do meu sangue”, inicia assim na língua Dothraki o discurso de vitória, então continua dizendo que eles mataram os inimigos dela e a ajudaram a conquistar os sete reinos. Os Dothraki comemoram enlouquecidos. Ela então se vira para verme cinzento, “Você esteve ao meu lado desse a praça do orgulho, você é o mais corajoso, o mais leal dos soldados” então o nomeia comandante de todas as suas forças, “O Mestre de Guerra da Rainha”, termina ela, para contentamento dos imaculados que batem com suas lanças no chão várias vezes. “Imaculados”, ela então recomeça seu discurso, dizendo que eles foram escravos, mas agora são libertadores, mas que a guerra ainda não acabou. Nesse meio tempo Tyrion chega, seu semblante desolado. Daenerys nesse momento está dizendo que juntos podem libertar todos os povos do mundo.

“Sangue do meu sangue. Vocês mantiveram todas as suas promessas. Vocês mataram os meus inimigos em suas roupas de ferro. Vocês derrubaram as casas de pedra deles. Vocês me deram os sete reinos. Imaculados! Foram arrancados de suas mães e criados como escravos. Agora, vocês são libertadores! Vocês libertaram o povo de porto real de uma tirana! Mas a guerra não acabou. Não vamos abaixar nossas lanças enquanto não libertarmos todos os povos do mundo! De Winterfell a Dorne, de Lannisporto a Qarth, das ilhas de verão até o mar de jade. Mulheres, homens e crianças já sofreram tempo demais debaixo da roda. Vocês vão quebrar a roda comigo?”

Tyrion e Jon, que ouvem tudo na lateral de onde estão próximo a Daenerys, parecem em choque com o discurso da rainha, Tyrion que tem no rosto uma expressão de dor e sofrimento, não aguentando mais se segurar caminha em direção de Dani, quando ao seu lado ela diz que ele havia libertado Jaime e por isso cometeu traição. “Eu libertei o meu irmão. E você massacrou uma cidade”. Ele então pega seu broche de Mão da Rainha e o joga longe. Os imaculados e Dothraki que estavam comemorando ficam em silencio. “Podem levá-lo” diz a Mãe dos Dragões, então, os guardas o prendem por traição, para surpresa de Jon que o vê sendo levando sem nada dizer. Daenerys vai embora com alguns guardas.

Arya aparece de repente ao lado de Jon que a pergunta o que ela está fazendo ali, ela diz que foi matar Cersei, porém a rainha de Jon chegou primeiro, ele então diz que ela é a rainha de todos agora. “Diga isso a Sansa”, responde a Stark. Que tenta convencê-lo de que eles nunca estarão seguros com Daenerys por causa de sua origem. “Sei reconhecer uma assassina” completa Arya.

“Ela sabe quem você é. Quem você realmente é. Você sempre vai ser uma ameaça.”

Jon visita Tyrion em sua “cela” que o agradece pela visita. “Nossa rainha não mantém prisioneiros por muito tempo” e continua ao dizer que traiu seu melhor amigo e agora suas cinzas poderão dizer às deles, “Viu? Eu avisei”, completa o anão ironicamente. Quando Tyrion diz que traiu a rainha, Jon diz que não traiu, mas o anão afirma “E trairia de novo agora que vi o que vi”. Jon diz que não tem como justificar o que houve, mas que a guerra havia acabado. Tyrion então diz que o discurso que ela fez parecia o contrário de alguém que não vai mais lutar, e que foi vaidade de sua parte achar que poderia guiá-la. “A natureza da nossa rainha é fogo e sangue” completa. “Então os lemas da Casas nascem conosco e definem quem somos? Assim eu seria fogo e sangue também”, Jon sentencia e ainda diz que Dany não é o pai dela.

Tyrion diz que ela queimou uma cidade quando os portões já estavam abertos e a batalha acabado. “Você teria feito?” pergunta o anão. “Eu não sei”, diz sem muita certeza. Tyrion diz que ele sabe. Jon diz que não importa o que ele faria e Tyrion diz que importa muito. O Lannister listar todos as vezes em que Daenerys apesar de justa, foi cruel, de certa forma com o encorajamento daqueles que a seguiam. “Quem poderia protestar? Eram homens maus”, diz. Jon parece sofrer ao ouvir tudo aquilo. Então o anão diz que sabe que Jon a ama e que o amor é mais forte que a razão. “O amor é a morte do dever”, diz Jon citando Meistre Aemon Targaryen. “Às vezes, o dever é a morte do amor”, rebate Tyrion que ainda diz que Jon é o escudo que defende os homens, que sempre tentou fazer o que era certo para proteger as pessoas, mas que agora a maior ameaça a eles é Daenerys. Tyrion tenta convencer Jon a matá-la. “Você acha que vou ser o último a ser executado por ela?”. Mas Jon diz a decisão cabe a rainha e que lamenta. Em uma última tentativa de tentar trazê-lo de volta à realidade, Tyrion apela para a família de Jon. “E as suas irmãs? Acha que vão dobrar o joelho?” diz completando que Sansa não quer que Dany seja rainha. Jon rebate dizendo que não é ela que escolhe, Tyrion diz que a escolha pe dele. Jon então vai embora.

“Ela libertou o povo da Baía dos Escravos, libertou o povo de Porto Real, e vai continuar libertando, até que os povos do mundo sejam livres e ela governe todos eles.”

Enquanto caminha pelo castelo, Jon parece entender que o anão está certo. Ele então chega na fortaleza vermelha onde Drogon aparenta estar dormindo sob as cinzas em frente ao portão, então o olha e o permite entrar, vemos Daenerys observar o trono de ferro. A sala do trono está parcialmente destruída e as cinzas caem como neve por todo o lado. A caminhada até o trono é lenta e parece ser apreciado a cada passo, seu rosto tem uma expressão mista de alegria e incredulidade, ela toca no trono sorrindo, parece pensar em tudo que passou até aquele momento, ela se vira como se fosse se sentar, mas avista Jon que caminha em sua direção.

Quando Daenerys feliz começa a falar que seu irmão havia dito que o trono foi feito com mil espadas dos inimigos derrotados de Aegon, Jon sério, a interrompe dizendo que viu prisioneiros sendo executados nas ruas por ordens dela. “Foi necessário” diz. “Necessário?” Indaga Jon indignado, “você foi la embaixo? Você viu? Crianças! Criancinhas queimadas!” continua Jon aumentando o tom de voz. Daenerys então diz que ofereceu paz a Cersei, mas ela usou as crianças contra ela. Então Jon implora que ela pode perdoar a todos, fazendo-os entenderem que estavam errados. Ela diz que não pode se esconder atrás de pequenas clemencias. “Precisamos de um mundo com clemencia. É como deve ser”, indaga Jon.

Ela então fala em criar um mundo bom, então ele pergunta como ela sabe que esse mundo será assim. “Porque eu sei o que é bom. E você também”. Ele diz que não sabe não, mas ela discorda dizendo que ele sempre soube. Então ele questiona sobre todas aquelas pessoas que acham que sabem o que é bom. “Eles não podem escolher” diz, então ele pede que ele fique com ela para que juntos possam construir o mundo novo. “Esse é o nosso proposito”. explica ao dizer era assim desde que que ele era um bastardo e ela uma garotinha. “Vamos quebrar a roda juntos” fala. Jon como sempre, diz que ela é a sua rainha agora e sempre. Os dois se beijam apaixonados e de maneira inesperada e chocante, Jon enfia um punhal em seu peito.

Daenerys está nos braços de Jon, um filete de sangue escorre pela boca e nariz, seu olhar perdido e descrente. Jon então chora, por sua morte ou pela culpa pelo que fez. Drogon como se sentisse a morte de sua “mãe” aparece, Jon coloca Daenerys no chão, e se levanta quando Drogon chega perto de Dany, vendo-a no chão ele cuidadosamente a toca, como se quisesse que ela despertasse, o que não acontece, raivoso olha para Jon mas não o ataca, ele faz um som agoniante de dor e sofrimento então começa a cuspir fogo por todo o lugar e derrete o Trono de Ferro, após isso com todo cuidado Drogon pega o corpo da sua “mãe” e se lança no horizonte voando para longe…

“Quando eu era menina, meu irmão disse que foi feito com mil espadas dos inimigos derrotados de Aegon. O que seriam mil espadas para uma menininha que não sabia contar até 20? Imaginei uma montanha de espadas alta demais para escalar, tantos inimigos derrotados que só se viam as solas dos pés de Aegon.”

Algumas semanas depois Tyrion ainda é prisioneiro, Verme Cinzento aparece com alguns soldados o escoltando a Fosso do Dragão. Sentados ali estão as pessoas mais poderosas de Westeros, os representantes das maiores casas: Os Starks, Yara Greyjoy, Robin Arryn, Sor Davos, Edmure Tully, Sam Tarly, Brienne de Tarth, o Senhor de Dorne, Gendry Baratheon.

Há um silencio constrangedor, que é quebrando quando Sansa pergunta a Verme Cinzento onde está Jon, Verme cinzento diz que ele é seu prisioneiro por ter matado Daenerys. “Lorde Tyrion também. Os dois deveriam estar presentes” questiona Sansa. “Nós decidimos o destino dos prisioneiros. Esta cidade é nossa agora”, rebate. Sansa então diz que se ele fizer algum mal a Jon, basta olhar para além das muralhas e ele verá milhares de nortenhos que não estão dispostos a deixar isso acontecer, Verme Cinzento responde que também há milhares de Imaculados que estão dispostos a isso.

Yara diz que jurou seguir Daenerys, Sansa rebate dizendo que ela jurou seguir uma tirana. “Ela nos libertou de uma tirana”, responde Yara que continua dizendo que graças a ela Cersei morreu, mas Jon pôs uma faca no coração dela logo depois. “Que os imaculados deem a ele o que é merecido”, completa Yara. “Volte a falar em matar meu irmão, e corto seu pescoço” afirma Arya irada. Sor Davos então intervém dizendo que todos já cortaram pescoços tempos demais. Então ele se vira para Verme Cinzento e diz que sem os homens dele teriam perdido a guerra contra os mortos, e que devem a eles mais do que podem pagar, mas que já tiveram guerras demais e, portanto, é preciso acha uma solução melhor. Verme cinzento diz que é preciso fazer justiça, e por isso Jon Snow não pode ficar livre.

Tyrion então diz que não cabe a verme cinzento decidir. “Você não está aqui para falar! Já ouvimos o suficiente de você!” Grita Verme Cinzento. Ele concorda, mas insiste que não cabe a verme cinzento decidir pois Jon cometeu um crime, então o destino dele está nas mãos do rei ou rainha. Então escuta que não há rei ou rainha. “Vocês são as pessoas mais poderosas de Westeros, escolha alguém”, responde o anão que olha para Verme Cinzento, que consente e diz aos lordes que então escolham um rei ou rainha. Todos se olham constrangidos. Sam então pergunta porque só eles têm que escolher alguém, uma vez que rei governara não apenas lordes, mas também o povo, por que eles então não podem decidir também? Todos então caem na gargalhada. “Vamos deixar que os cachorros votem também” diz alguém. “Vou perguntar ao meu cavalo” diz outro, Sam então se senta sem graça, com todos ainda rindo, até mesmo Sansa. Então perguntam a Tyrion se ele quer a coroa. “Eu? O Duende? Metade do povo me odeia por servir a Daenerys, a outra metade me odeia por trai-la. Não imagino uma opção pior.” Diz “Quem então?” Pergunta Sor Davos.

Tyrion então diz que durante o tempo que esteve preso, não fez nada além de pensar, sobre a história sangrenta em Westeros e todos os erros cometidos, então começa um discurso sobre como a história une pessoas e nenhum exército pode derrota-la, sugere então que Bran seja rei, e continua dizendo que ele sobreviveu à queda de uma torre, e que apesar de não mais andar, aprendeu a voar, foi além das muralhas e se tornou o corvo de três olhos “Ele é a nossa memória, o guardião de todas as nossas histórias, do nosso passado. Quem melhor para nos liderar para o futuro?”, pergunta. Sansa diz que Bran não deseja reinar e não pode ter filhos. “Ótimo. Filhos de reis podem ser cruéis e estrupidos, como você bem sabe” responde para Sansa, e virando-se para Verme Cinzento diz que era essa a roda que a rainha queria quebrar.

Completa dizendo que daquele momento em diante, não haverá mais herdeiros, os reis e rainhas serão escolhidos em Fosso do Dragão pelos lordes de Westeros. O anão se vira pra Bran e diz que sabe que ele não quer, mas se ele aceitaria a coroa. “Porque acha que cheguei até aqui?” pergunta Bran. Então todos os lordes presentes aceitam Bran como o legítimo rei de Westeros. Sansa diz que ama o irmão e que ele será um bom rei, porem milhares de nortenhos morreram defendendo Westeros, e os que viveram jamais voltaram a se ajoelhar novamente. “O Norte continuará a ser um reino independente, como foi por milhares de anos”, declara Sansa para concordância de Bran. “Longa vida a Bran, o Quebrado, Primeiro de Seu Nome, Rei dos Ândalos e dos Primeiros Homens, Senhor dos Seis Reinos e Protetor do Reino.” Sentencia Tyrion. “Longa vida a Bran, o Quebrado”, gritam todos em uníssono. Bran agora rei, nomeia Tyrion sua Mão.

“O que une as pessoas? Exércitos? Ouro? Bandeiras? Histórias. Não há nada no mundo mais forte que uma boa história. Nada pode detê-la. Nenhum inimigo pode derrotá-la. E quem tem uma história melhor do que Bran, o quebrado?”

Vemos Jon descabelado e barbado, agora os papeis estão invertidos, e é Tyrion quem visita Jon em sua “cela”, ele explica a Jon que se ele fosse entregue aos imaculados ou fosse libertado resultaria em guerra, por isso foi condenado a voltar para a Patrulha da noite. “A patrulha da noite ainda existe?” Pergunta Jon, ao que Tyrion responde que o mundo precisa de um lar para bastardos e homens abatidos. “Você não terá esposa, não terá terras e nem terá filhos.” Completa dizendo que ninguém está feliz com a decisão, pois os Imaculados o queriam morto e suas irmãs o queria livre. Jon abatido e se sentindo culpado, diz que acha que o que fez não foi correto. Tyrion então diz para lhe perguntar isso daqui a 10 anos. Jon diz que talvez não se vejam de novo, mas o anão diz que ele está enganado, pois pode um dia querer mijar no limite do mundo.

“- Foi correto? O que eu fiz? Pergunta Jon!

– O que nós fizemos. Responde Tyrion!

– Porque não sinto que foi. Afirma o Stark

– Pergunte-me de novo daqui a dez anos. Indaga esperançoso a Mão do Rei.”

Vemos Jon andando pelo porto enquanto ele observa os navios, ele passa por Dothrakis e por Verme Cinzento que o encara com ódio sobre o convés de um desses navios, (Os Imaculados estão indo embora para a ilha de Naath). Jon então se encontra com seus irmãos para se despedir. “Eu gostaria que tivesse sido diferente. Você me perdoa?” Pede Sansa. “O povo do norte está livre graças a você” diz Jon depois de pensar um pouco. “Mas perdeu seu rei”. Ele então afirma que não poderia haver ninguém melhor que a filha de Ned Stark para representá-lo. Os dois se abraçam apertado. Ele então olha para Arya que está com o semblante triste e diz que ela pode visitá-lo em Castelo Negro. “Eu não posso. Não vou voltar para o norte”, espantada Sansa pergunta para onde ela vai. Ela então pergunta a Jon o que tem a oeste de Westeros e Jon afirma que não sabe. “Ninguém sabe. É onde os mapas terminam. É pra la que eu vou” diz Arya. Jon sorrindo pergunta se ela está com a Agulha, ela então responde que sim e chora ao abraca-lo carinhosamente. Então se vira para Bran e se ajoelha. “Majestade” diz pedindo perdão por não estar com Bran quando este precisou dele. “Você estava exatamente onde deveria estar”, responde daquele jeito apático de sempre. Então Jon se vira e vai embora.

Vemos Brienne que se tornou guarda real escrevendo emocionada sobre os últimos feitos de Jaime em um livro sobre as histórias dos cavaleiros do reino “… comprometeu-se com as forças humanas e juntou -se a elas em Winterfell… foi para o sul para tentar salvar a capital. Morreu protegendo sua rainha” escreveu antes de fechar o livro. Logo depois vemos Bronn que além de ter se tornado Senhor de Jardim de cima, se tornou Mestre da Moeda, Sor Davos e Sam que se tornou Grande Meistre. Brienne então chega com o rei Bran, que vai embora logo depois dizendo que vai tentar encontrar Drogon, então sem Bran que é levado por Podrick começam uma reunião em prol da reconstrução da cidade de Porto Real, mas sério foi tão banal e sem sentido que nem vou perder tempo descrevendo.

Vemos então a muralha, o portão é aberto para a chegada de Jon, Tormund o está esperando então o portão se fecha às suas costas.

As cenas seguintes são em cortes mostrando a cada momento um relance de cada Stark. Vemos Garra Longa na mesa sendo e alguém a pega; a Agulha sendo colocada na bainha; um vestido sendo amarrado; a adaga que matou o rei da noite sendo também embainhada, assim como Garra Longa; outa parte do vestido sendo colocado, uma mapa sendo desenrolado e uma luneta sendo guardada; então uma pessoa aparece e apesar de estar na penumbra sabemos que é Arya, a câmera muda e estamos vendo as costas de Jon caminhando por Castelo Negro; Sansa caminhando por um corredor de Winterfell;

Arya aparece agora na claridade; Jon está olhando para os selvagens que fazem o mesmo para ele; Sansa caminha pela salão de Winterfell enquanto os lordes se ajoelham; agora percebemos que Arya está a bordo de um navio em alto mar; os selvagens abrem espaço enquanto Jon passa por eles e abre um sorriso ao ver fantasma que finalmente ganha um carinho de seu dono; Arya está sorrindo enquanto veleja para um lugar desconhecido a Oeste de Westeros; Sansa é coroada, se tornando Rainha. “A rainha do Norte”, gritam os soldados e os lordes nortenhos; Jon, Tormund e fantasma vão para além da muralha com todos os selvagens e… fim!

Bom, sobre o último episódio, o sentimento que fica, é o de que não foi de longe o final que se esperava ou que a serie merecia, e sinceramente, não que eu desejasse um final feliz, afinal GOT, nunca foi uma série em que se pudesse acreditar em finais felizes, claro, tivemos alguns bons momentos:

O drama e a tristeza de Tyrion caminhando por uma Porto Real em ruinas e seu choro frente à morte real dos irmãos;

O embate de Jon desafiando Verme Cinzento contra as execuções dos soldados derrotados;

O discurso fenomenal, ousado e cheio paixão de Daenerys para os Imaculados e Dothrakis, chamando-os a libertar o resto do mundo da tirania e assim quebrarem a roda juntos. E aqui, é curioso observar não uma Daenerys com um semblante de ira à beira da loucura, mas inesperadamente centrada e lúcida, a loucura tão esperada aparecendo somente em suas palavras delirantes em quebrar a roda ao destruir o sistema que esmaga os povos.

A conversa de Jon e Tyrion depois que este foi preso ao falar de amor e do dever para com seu rei e seu povo e fazer o que é certo mesmo que pareça errado;

A conversa de Daenerys e Jon sobre destino e como ela acredita que desde seu nascimento está destinada a fazer do mundo um lugar bom;

Sansa que lutou tanto para defender a sua casa, é recompensada ao se tornar Rainha do Norte depois de declarar a sua independência dos Sete Reinos;

Ok, Dani foi morta por Jon, ficamos então diante da possibilidade de ele tornar-se rei, já que é o herdeiro direto ao trono de ferro, mas não é isso que acontece.

A partir daqui o episodio entra em queda livre de uma maneira que não há como parar sua descida. O que muito incomoda são os furos de roteiro:

Daenerys não chegou sequer a sentar no Trono de Ferro, traída uma última vez é morta por Jon, seu sobrinho/amante. E não me entendam mal, não que sua morte seja uma escolha ruim, o que incomoda é da forma como aconteceu, do mesmo jeito que Cersei, esses personagens encontraram um fim amargo em uma morte nada gloriosa;

Onde estavam os guardas de Dani? Como ficaram sabendo que Jon a matou e até que foi com uma facada em seu peito se nem corpo havia? Jon simplesmente chegou para Verme Cinzento e contou o que fez?

Por que Verme Cinzento não o matou? Já que matar a Rainha foi um ato de traição, sendo que ele estava executando os soldados por bem menos?

Como Tyrion também não foi executado e mesmo sendo prisioneiro decide porque, como e quem deve ser o rei? E o pior, como Verme Cinzento permitiu isso?

O que serviu a Jon voltar dos mortos e toda a história de ser um Targaryen e herdeiro legitimo do trono? Como um personagem justo, integro e leal trai sua rainha e a pessoa que diz amar assassinando-a durante um beijo? A verdade é que nessa temporada, Jon mais prometeu do que cumpriu e foi praticamente exilado, mandado de volta para a patrulha da noite voltando a ser o bastardo de sempre…

Sam sugerindo democracia e eleições, para desprezo e gargalhada geral dos lordes, poxa até eu ri dessa situação, não por achar engraçado, mas porque soou ridículo demais;

Nada contra Bran Stark como o Rei de Westeros, mas o Corvo de Três Olhos, que em praticamente todos os episódios da última temporada dizia que não sentia mais desejo por nada nesse mundo a não ser viver no passado, afirmando quando perguntado se aceitava ser rei disse que havia chegado até aquele momento para isso. (bastante incoerente não?);

Bronn como Mestre da Moeda e a reunião com os membros do Conselho em prol da reconstrução de Porto Real, simplesmente banal e sem comentários.

E dessa forma GOT chega a um fim nada grandioso, mas que preencheu por tantos anos nossas noites de domingo, não agradando a todos e que apesar de poucas boas cenas, e embora seja difícil admitir (porque eu amo essa série), elas não foram suficientes para apagar a má impressão de outras tantas desnecessárias com soluções preguiçosas de um episódio confuso, mal construído e incoerente advindo de uma temporada apressada e com muitos furos de roteiro…

Leave a Reply