MEIN KAMPF – ADOLF HITLER

“Viajante que vindes à Alemanha, contai à nação que aqui repousamos fiéis à Pátria e obedientes ao dever…”


SINOPSE

No dia 1º de Abril de 1924, por força da sentença do Tribunal de Munique, tinha eu entrada no presídio militar de Landsberg sobre o Lech. Assim se me oferecia, pela primeira vez, depois de anos de ininterrupto trabalho, a possibilidade de dedicar-me a uma obra, por muitos solicitada e por mim mesmo julgada conveniente ao movimento nacional-socialista.

Decidi-me, pois, a esclarecer, em dois volumes, a finalidade do nosso movimento e, ao mesmo tempo, a esboçar um quadro do seu desenvolvimento. Nesse trabalho aprender-se-á mais do que em uma dissertação puramente doutrinária. Apresentava-se-me também a oportunidade de dar uma descrição da minha vida, no que fosse necessário à compreensão do primeiro e do segundo volumes e no que pudesse servir para destruir o retrato lendário da minha pessoa feito pela imprensa semítica.

Com este livro eu não me dirijo aos estranhos, mas aos adeptos do movimento que ao mesmo aderiram de coração e que aspiram esclarecimentos mais substanciais…


Em 1913, Hitler (sentado de bigode) migrou para a Alemanha. No ano seguinte se alistou no Exército para lutar na 1ª Guerra.

 

Acho que antes de falar sobre Mein Kampf, creio que primeiro seja preciso descrever um pouco do contexto histórico do que estava acontecendo à época, na Alemanha…

Depois da 1ª Guerra Mundial, a Alemanha sofreu bastante, completamente devastada pelo nocivo Tratado de Versalhes, que impôs à nação germânica a perda de parte de seu território para nações fronteiriças, de todas as suas colônias sobre os oceanos e sobre o continente africano, restrição ao tamanho de seu exército e uma indenização a pagar pelos prejuízos causados durante a guerra, também foi obrigada a reconhecer a independência da Áustria. Com isso, uma crise sem precedentes se abateu numa Alemanha em ruínas, completamente derrotada e humilhada. Pois é diante desse cenário caótico que Hitler ascende e chega ao poder.

Dito isso, e agora sim falando do livro, Mein kampf foi escrito quando Hitler estava preso ao tentar dar um golpe de Estado (conhecido como Putsch da cervejaria), na cidade de Munique numa tentativa de assumir o poder em 1923…

Considerada por muitos como a Bíblia do nazismo, nele Hitler resume suas ideias e ideais que principiaram sua política nazista, e nortearam sua ideologia da supremacia ariana. O livro é dividido em duas partes, sendo a primeira escrita quando estava preso, fala de sua infância e juventude, seu desprezo pela profissão do pai que queria que o filho também seguisse a mesma profissão, seu sonho de se tornar artista, sua difícil vida em Viena e Munique, suas ideias políticas e o início de seu ódio pelos judeus. Já a segunda parte, escrito já fora da prisão, descreve a criação do partido nazista e suas ideologias, o difícil começo, suas doutrinas e bases antissemitas, o princípio da pureza da raça, conquistas de territórios e possíveis alianças.

4 de Fevereiro de 1890 – Braunau, Áustria – o pequeno Hitler com 10 meses de idade.

 

O livro começa retratando sua infância em sua cidade natal na Áustria, próximo da fronteira com a Alemanha, (Hitler é de origem Austríaca), mas desde cedo tinha uma paixão muito forte pela Alemanha e um desejo de tornar a Áustria novamente parte dela.

Filho de um funcionário público e de uma dona de casa, era uma criança solitária que lia muito sobre histórias de guerras, tinha o desejo de ser artista, mais precisamente pintor, mas seu pai nunca o apoiou, chegando ao ponto de afirmar que enquanto fosse vivo, ele jamais deixaria o filho seguir por esse caminho. Após a morte do pai aos 13 e da mãe (a quem amava muito), aos 15 anos de idade, e com seu sonho de ser pintor ele parte para Viena, tenta ingressar na Academia de Belas Artes, mas não passa no exame de admissão pela segunda vez e se depara com as dificuldades da vida, vivendo em numa sociedade com altos níveis de desigualdade social, trabalha pelo pão diário e muitas vezes, opta por passar fome para poder comprar livros, sempre lendo jornais diversos para mergulhar nas doutrinas que não conhecia ou tinha pouco conhecimento.

Escreveu que Viena valia a ele, como uma viva lembrança dos mais tristes tempos de sua vida. Cinco anos de misérias e de sofrimento, mas que apesar disso, Viena foi e sempre permaneceria para ele, embora rude, a mais completa escola de sua vida, pois pisara nessa cidade ainda meio criança e abandonou-a já homem feito…

Dizia que dificilmente em uma cidade alemã se poderia tão bem estudar a questão social como em Viena.

Afirmou que já naquele tempo, seus olhos se abriram para dois perigos que mal conhecia pelos nomes e que, de nenhum modo, se apresentavam nitidamente na sua horrível significação para a existência do povo germânico: marxismo e judaísmo.

Vê o judaísmo como uma praga a ser erradicada. E o marxismo a ser aniquilado.

“Só o conhecimento dos judeus ofereceu-me a chave para a compreensão dos propósitos íntimos e, por isso, reais da socialdemocracia. (…) A doutrina judaica do marxismo repele o princípio aristocrático na natureza (…). Nega o valor do indivíduo, combate a importância das nacionalidades e das raças, anulando assim na humanidade a razão de sua existência e de sua cultura. (…), só o caos poderia resultar da aplicação desses princípios, a ruína seria o desfecho final para todos os habitantes da terra”.

No Palácio dos Esportes em Berlim, Hitler discursa para 5.000 oficiais.

 

Com o desejo ardente de “voltar ao coração da mãe querida”, sua pátria amada, o Reich alemão, parte para Munique, passa por grandes problemas financeiros, vivendo da venda de quadros e pequenos biscates, habitando quartos de pensão sujos e baratos, passa-se menos de um ano e com a explosão da 1ª Grande Guerra, junto com a possibilidade de fazer parte de um momento histórico, alista-se no exército alemão, se tornando soldado (e posteriormente cabo) e sendo assim enviado aos front´s germânicos. Antes do fim da guerra é dispensado depois de se ferir em combate, Hitler chegou a receber por duas vezes a Cruz de Ferro, uma condecoração militar concedida por bravura e contribuições no campo de batalha.

Já com o fim da guerra e a derrota da Alemanha, Hitler decide-se por entrar para a carreira política.

Convencido que teria havido um boicote judeu comunista dentro da própria Alemanha, se volta contra a imprensa, o marxismo e o judaísmo, que segundo ele foram os maiores responsáveis pela derrota da Alemanha na guerra, os responsáveis diretos pela rendição alemã, agindo assim, contra a vontade ariana. Alegava que a imprensa estimulava a covardia em sua população por pregar o pacifismo enquanto os soldados lutavam no front, desmotivando-os em sua luta ao julgarem inútil lutarem por algo que seu próprio povo já não acreditava, ele chamou isso de propaganda inimiga desencadeada pela imprensa semita.

Criticava os marxistas pelo o fato de que durante a guerra, de forma oportunista, eles tentaram fazer uma revolução no país, os judeus seriam os responsáveis pela revolta da burguesia contra a monarquia, critica a conduta internacionalista deles, oposta à sua nacionalista.

Hitler no Quartel-General de Wehrmacht planejando atacar a Rússia.

 

Ainda pertencente ao corpo militar, passou a integrar o corpo de espionagem do exercito, trabalhando como espião em reuniões de movimentos revolucionário e de esquerda. Designado a espionar um grupo que se chamava Partido dos trabalhadores alemães, sua vida mudaria radicalmente ao debater contra um dos oradores sobre a união dos povos germânicos. Sua habilidade em oratória rende-lhe um convite para o pequeno partido que possui em torno de meia dúzia de membros fixos.

Na verdade Hitler visava iniciar um novo partido e expor as suas ideias nele, e não aplicá-las em grupos já existentes e que supostamente poderia vir a ter alguns vícios políticos, ou de partidos corruptos com lugar no parlamento, mas depois de refletir sobre o assunto, conclui que era de um partido pequeno que poderia surgir o reerguimento da nação. E de apenas poucos membros o movimento logo chegou a centenas de adeptos e algum tempo depois mais de dois mil seguidores.

Cita que já nas primeiras reuniões, passou a chamar atenção dos comunistas e membros dos partidos marxistas, que começaram a assistir aos comícios, alguns como críticos, outros para provocar a desordem, tumultuando-as com brigas, e que tais brigas já tinham se tornado costumeiras.

Dizia que a luta com a frente vermelha estava cada vez mais violenta, na qual são necessários, pulso, vigor e coragem, dessa forma veio a recrutar jovens e homens arianos com porte físico avantajado para fazer a sua guarda pessoal e a segurança das reuniões batizando-os de Guarda de Assalto (A Guarda de Assalto, ficou conhecida mundialmente devido as suas barbáries, em especial contra os judeus, na Segunda Guerra Mundial).

Dizia que nesse mundo, quem não se dispuser a ser odiado pelos adversários, não deveria ter muito valor como amigo, então para irritá-los apesar de não gostarem de considerar o movimento como um Partido, o nomearam como National Sozialistische Deustsche Arbeiterpartei (N. S. D. A. P.) ou “Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães”, fundando assim em 1920, o Partido Nazista.

Em 1934, as tropas alemãs prestam reverência ao homem que retomou o orgulho do exército e do povo.

 

Afirma que era importante usar no nome do partido a palavra “trabalhadores” e “socialista” pois assim conseguiria atingir a classe dos operários e os proletários, que segundo ele, tinham dificuldades de entendimento e compreensão. Da mesma forma, afirma que:

“A cor vermelha de nossos cartazes foi por nós escolhida, após reflexão exata e profunda, não só porque chama mais atenção, como porque provavelmente irritaria os nossos adversários e faria com que eles sem impressionassem conosco, além de excitar a Esquerda, de revoltá-la e induzi-la a frequentar nossas assembleias, isso tudo nem que fosse só para nos permitir entrar em contato e falar com essa gente”.

Defendia a prática diária de exercícios físicos e criticava as ênfases desnecessárias da escola regular. As disciplinas dos colégios deviam exaltar o nacionalismo, com defesa da pátria e pureza racial como firmes fundamentos e que nenhum rapaz, ou rapariga deveria abandonar a escola sem estar convencido da necessidade de manter a pureza da raça, pois havia raças superiores e inferiores e a miscigenação levava ao detrimento da raça superior, Hitler defende a pureza de sangue do povo ariano e colocava como problema dominante a questão racial.

Acreditava que a proteção e evolução da raça estaria relacionada ao mecanismo de seleção natural, na qual somente as espécies mais fortes sobrevivem. Para tanto os arianos deveriam reproduzir-se entre si, e que o casamento era como meio para a conservação e multiplicação da raça, para ele “é dever de toda mulher ser mãe”, e era dever de toda família ter mais filhos quanto possível e critica os governos alemães anteriores por não terem feito nada para isso uma vez que os arianos seriam os responsáveis pela origem da civilização humana, toda a arte, toda a ciência, teriam surgido de ideias nascidas povo alemão.

Afirma que o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães apropria-se das características essenciais do pensamento fundamental de uma concepção geral racista do mundo; e que a concepção “racista” distingue a humanidade em seus primitivos elementos raciais, consequentemente, não admite em absoluto, a igualdade das raças, mas reconhece na sua diferença maior ou menor valor, promover a vitória dos melhores, mais fortes, e exigir a subordinação dos piores, mais fracos, essa superioridade justificaria a escravidão dos povos inferiores.

“Sem tal possibilidade de empregar gente inferior, o ariano nunca teria podido dar os primeiros passos para sua civilização, do mesmo modo que, sem a ajuda de animais apropriados, pouco a pouco domados por ele, (…). O ditado: “o negro fez a sua obrigação, pode se retirar”, possui significação profunda. Durante milênios, o cavalo teve que servir e ajudar o homem em certos trabalhos nos quais agora o motor suplantou, o que dispensou perfeitamente o cavalo.”

Hitler compreendeu profundamente o poder da propaganda e seu método de emprego. Lembra que logo depois da sua entrada no partido, tomou imediatamente conta da direção da propaganda, pois tinha este setor, como o mais importante de todos. A propaganda devia preceder à organização, conquistando o material humano necessário a esta.

Observou que na Inglaterra, a propaganda era considerada uma arma de Guerra, mas na Alemanha era algo de segundo plano atribuído aos mais incompetentes, então, ao analisar a propaganda utilizada na Primeira Guerra, percebeu que a Alemanha agiu erradamente ao ridicularizar o inimigo. Enquanto que os ingleses tiraram vantagem ao retratar os alemães como monstros e bárbaros. Assim, os soldados estavam preparados para algo muito pior do que encontraram no front. Em contrapartida os soldados alemães sentiam-se enganados por receberem notícias falsas. Surgiu então a dúvida entre o povo de que “se os inimigos têm razão de nos atacar, por que então continuamos em guerra”?

Então acreditava que a causa da vitória dos inimigos, foi a fraqueza de caráter e descrença do povo alemão, devido a propaganda doutrinária que minava o espírito nacionalista.

Numa época em que muitos países ainda mantinham suas colônias pelo mundo, Hitler achava que o ideal seria que a Alemanha buscasse mais terras. Hitler alegava que as dimensões dos países era fruto do acaso e que não era justo ao povo germânico a viver em um território tão pequeno, defende então que o país deveria expandir seus domínios, conquistados pela força e diligência do povo alemão.

Segundo ele, o “Estado” judeu nunca teve fronteiras, era unido pela raça e se encobria pela religião,  ou seja, o Estado vai além da organização econômica, representa a união de uma raça para a autopreservação.

Ele também fala sobre possíveis alianças da Alemanha pós-guerra, afirmando que só seria possível a aliança de seu país com a Itália e a Inglaterra, sendo que essa aliança não seria por motivos ideológicos e sim por terem um inimigo em comum, a França.

Tinha um certo ódio pela França e dizia que os franceses contaminavam sua espécie com raças inferiores, devido a política francesa de trazer indivíduos das colônias em solo africano para popular o território francês continental surgindo assim franceses com a pele escura, costumava se dirigir a eles como um país africano no coração da Europa

Hitler também cita o seu grande desprezo pela Rússia e seu povo, alegando que por eles serem marxistas não eram dignos de confiança, tornando assim impraticável uma aliança com eles. Aponta os marxistas como exemplo de uma ideologia claramente intolerante e uma vez como inimigo político é tido como algo a ser aniquilado.

Hitler estudava muito a história, era uma de suas matérias preferidas na escola, ele dizia que o ensino da história não deve consistir em aprender de cor datas e acontecimentos ou obrigar o aluno a saber quando esta ou aquela batalha se realizou (…), dizia que aprender história era procurar e encontrar as forças que conduzem às causas das ações que vemos como acontecimentos históricos.

“A arte de pensar pela história, que me tinha sido ensinada na escola, nunca mais me abandonou. A história universal tornou-se para mim, cada vez mais, uma fonte inesgotável de conhecimentos para agir no presente (…). Eu não quero aprender a história por si, mas, ao contrário, quero que ela me sirva de ensinamento para a vida”.

Sempre nos braços do povo, as aparições públicas de Hitler eram uma festa.

 

Achava o nacionalismo e patriotismo uma questão social e para que o sentimento nacionalista seja verdadeiro e não meramente artificial, já na juventude deve-se manter no cérebro de cada um a convicção firme de que, quem ama seu povo deve prová-lo somente pelo sacrifício.

Defende então que a nacionalização de um povo deve começar pela criação de condições sociais sadias como fundamento de uma possibilidade de educação do indivíduo, que o estado nacionalista divide seus habitantes em três classes: cidadãos, súditos e estrangeiros, e que só o nascimento dá, em princípio, o direito da cidadania.

“Do conhecimento, surge o orgulho pela Pátria. Só se luta pelo que se ama, só se ama o que se respeita e só se respeita aquilo que se conhece”.

Dizia que toda doutrina universal é manifestamente intolerante e que assim devia comportar-se o nacional-socialismo.

O nacional-socialismo faz questão de afirmar sua incompatibilidade com o que define como “doutrinas falidas”, visando assim o aspecto revolucionário do movimento. Hitler vê o marxismo como instrumento do judaísmo, o conjunto liberal-conservador que, é visto como impotente, pusilânime e até cúmplice do capitalismo que seria a outra face da moeda da doutrina de conquista dos povos judaicos

Compreende que o destino da humanidade é guiado por poucos homens e certas ideias claras, “não deve haver maiorias tomando decisões mas sim um corpo de pessoas responsáveis, cada um poderá ter conselheiros a seu lado, mas a decisão caberá sempre a uma pessoa” e que a democracia Parlamentarista que defende que colocar as decisões de uma nação nas mãos de cerca de 500 homens seria uma forma de “tirar” a responsabilidade pelas decisões das costas de um só homem. Logo, sem responsáveis não há culpados, defende então a democracia germânica que centraliza em um único líder toda a responsabilidade.

Por fim, termina dizendo que a Alemanha, uma vez libertada desses inimigos fatais de sua vida e de seu futuro, teria uma força que ninguém mais conseguiria destruir.

“No dia em que, na Alemanha, for destruído o marxismo, romper-se-ão, na verdade, para sempre, os nossos grilhões. Pois nunca, em nossa história, fomos vencidos pela força dos inimigos e sim, sempre, por nossos próprios erros e por inimigos no nosso próprio campo”.

Grandiosas comemorações muito entusiasmavam os nazistas.
Considerações:

Mein Kampf tem uma leitura arrastada, a primeira parte do livro tem uma leitura mais fluida, diferente da segunda, que é bem maçante, se você já leu Mein Kampf sabe o que digo, se pretende ler, vai entender o que digo, a escrita não ajuda muito, fora raros momentos em que o texto te passa aquela vontade de querer saber o que acontece a seguir, o livro é repetitivo e muitas vezes contraditório com o que foi dito algumas páginas atrás (Ele se contradizia o tempo todo, e demorei pelo menos uns anos para terminar a leitura desse livro, talvez mais pela escrita do que pela história), de qualquer forma, ainda assim é um livro bem interessante.

É muito complicado e delicado falar de Adolf Hitler, e foi muito complicado resenhar esse livro. Hitler, não era somente um psicopata maluco irracional como muitos acham, Hitler, foi um líder nato (As atrocidades da Alemanha Nazista são inegáveis, todo o sofrimento que causou no mundo jamais será esquecido), ainda assim, foi um dos melhores e maiores líderes da história, de seu país, para com seu povo e em maior ou menor medida, foi respeitado e admirado, inclusive no cenário internacional (foi capa da revista Time por seis vezes, sendo eleito por ela em 1.939, “O homem do ano”). Tirou a Alemanha de um lugar, onde queimar dinheiro era melhor para ter com o que se aquecer do que para gastar, só para se ter ideia, 1 dólar valia em torno de 4 milhões de marcos (moeda alemã da época), transformou a Alemanha numa superpotência, criou novos empregos, reestruturou a economia acabando com a inflação e deu fim às humilhações que o povo alemão sofria.

Ás vezes parece um tanto quanto difícil acreditar que tantas pessoas tenham apoiado, em muitos casos de forma passiva e cegamente, ideias preconceituosas e cruéis, a Alemanha seguia e venerava Hitler, milhares de pessoas aplaudiam seus discursos anti-semitas em praça pública. Não sei dizer como os Alemães à época se sentiam, subjugados por tratados tão cruéis, que só pareceu ter incitado mais ódio, mas o jovem Adolf sabia, entendia exatamente como se sentiam seus compatriotas e usou disso para subir ao poder, naquela época, suas palavras ecoavam nas almas das pessoas de formas tão sedutoras ao ponto de nos mostrar como a ocasião favorece o surgimento de líderes carismáticos, semeando o ódio, disseminando ideias absurdas com facilidade.

Mein Kampf é um livro polêmico não somente em função de seu conteúdo agressivo, com um intenso e profundo discurso de ódio, há uma grande exaltação do racismo, um antissemitismo intenso, e a crença de uma raça superior. É um livro importante e historicamente necessário para entender as raízes do nazismo, e o que transformou e moldou a pessoa que Hitler foi. Se você é amante de História, a leitura é de grande importância, e entendo que temos e devemos conhecer a História para nunca mais repetirmos os mesmos erros, então sou totalmente contra o livro ser proibido (como acontece em alguns Países), ou que pessoas se manifestem que ele não deva ser novamente publicado.

Admito também, que não e um livro recomendado para todo mundo, (talvez a pessoa desista de ler, pela dificuldade da leitura), é uma obra totalmente inapropriada para a formação intelectual de qualquer pessoa em formação, há uma semente de ideais perigosos que podem servir de gatilho para qualquer pessoa mentalmente abalada ou apoiadora de qualquer tipo de preconceito, ou que contenha algum tipo de ódio dentro de si, e isso fica muito claro com o decorrer da leitura.


Livro: Mein Kampf (Minha Luta)

Autor: Adolf Hitler

Editora: Centauro

Páginas: 510

Nota: 3/5


Leave a Reply